O empresário William Gusmão é denunciado por importunação sexual
O Ministério Público de Goiás (MP-GO) solicitou mais investigações sobre o caso de importunação sexual envolvendo o empresário William Gusmão, irmão da influenciadora digital Virgínia Fonseca. Lilly Martins, de 27 anos, que anteriormente foi indiciada por falsa acusação, denunciação caluniosa e ameaça, é a vítima nesse caso.
William Gusmão é acusado de agir de forma consciente e praticar ato libidinoso com a intenção de satisfazer sua própria vontade, segundo o MP-GO. Lilly relatou que, na ocasião, estava em uma festa e pediu para tirar uma foto com o empresário, momento em que ele teria enfiado a mão em sua calça, na cidade de Jussara, no noroeste de Goiás.
Detalhes da decisão do MP-GO
Além de denunciar William Gusmão, o Ministério Público também solicitou o arquivamento das acusações feitas contra Lilly Martins por denunciação caluniosa e ameaça. Da mesma forma, a esposa de Lilly, Juliana da Silva, foi acusada de falso testemunho. De acordo com o órgão, o indiciamento de Lilly não condiz com as provas coletadas durante a fase inquisitorial, uma vez que foram encontrados indícios de autoria e materialidade do crime de importunação sexual.
A decisão do MP-GO ressalta que a palavra da vítima em casos de crimes sexuais possui grande valor probatório, especialmente porque testemunhas presenciaram todo o ato.
Primeiro indiciamento de Lilly Martins
No mês de maio deste ano, Lilly Martins foi indiciada por falsa acusação. O inquérito foi conduzido pelo delegado Gilvan Borges, que descreveu em seu relatório que testemunhas desmentiram a versão apresentada por Lilly. Em depoimento, William negou ter cometido o crime e afirmou que a jovem tentou beijá-lo e abraçá-lo várias vezes.
O empresário também alegou que Lilly planejou toda a situação para obter alguma vantagem. Uma testemunha confirmou essa versão e afirmou que a jovem chegou a mencionar que ia agredir William. Outra pessoa ouvida também disse ter presenciado William tentando se afastar de Lilly.
Na ocasião, o Ministério Público concedeu um prazo de 20 dias para que a polícia ouvisse as testemunhas indicadas por Lilly, pois ela mencionou a existência de duas testemunhas que presenciaram a importunação sexual e que não haviam sido ouvidas pelos policiais. Além disso, Lilly afirmou que possuía vídeos que comprovavam suas alegações.
Pedido de mais investigações pelo MP-GO
No dia 31 de maio, o Ministério Público de Goiás solicitou à Polícia Civil novas investigações sobre o caso de suposta importunação sexual e requereu o retorno do caso à delegacia, alegando falta de clareza sobre o que realmente aconteceu, como ocorreram os fatos e algumas contradições.
Novos indiciamentos de Lilly e Juliana da Silva
Dias após o pedido de mais investigações pelo MP-GO, Lilly Martins foi indiciada novamente pela Polícia Civil, dessa vez pelos crimes de denunciação caluniosa e ameaça. Já a esposa de Lilly, Juliana da Silva, foi indiciada por falso testemunho.
Após os indiciamentos, o advogado de defesa de Lilly Martins e Juliana da Silva, Iago Araújo, afirmou que houve parcialidade na investigação do caso. Segundo ele, o delegado Gilvan Borges é amigo do cantor Leonardo, sogro da irmã de William, e teria protegido a família do amigo. O delegado Gilvan Borges, ao ser questionado pelo O Popular, se recusou a comentar o caso.
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